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Featured Artist - Chéri Samba

Chéri Samba photo Chéri SAMBA (1956) [vêr obras disponíveis]

Chéri Samba nasceu em 1956 em Kinto M’Vuila, República Democrática do Congo e actualmente vive e trabalha em Kinshasa.

Em 1972 Chéri Samba deixa a escola e torna-se aprendiz dos pintores de cartazes na Avenida Kasa Vubu em Kinshasa. Deste grupo de artistas (onde se incluiam Moke, Bodo, e posteriromente o irmão mais novo de Samba, Cheik Ledy entre outros) surgiu um dos movimentos artísticos mais populares e interessantes do século XX em África.Chéri Samba no seu atelier com 'Le haut et le bas', 2001

Trabalhando como pintor de cartazes e em banda desenhada, Samba emprega as convenções de ambos os géneros quando começa a pintar em sacos de farinha (as telas eram demasiado caras).

Em 1975 Chéri Samba começa a utilizar o "balão" da banda desehada o que lhe permite adicionar textos e comentários às suas composições. Samba lembra como começa a utilizar o texto na sua pintura: “Reparei que as pessoas que passavam na rua, passavam pelos quadros, olhavam mas continuavam a andar. Pensei então que adicionando um pouco de texto, obrigaria as pessoas a parar e a olhar a pintura com mais atençaõ. Chamei-lhe a 'assinatura Samba'. A partir de então coloquei texto em todas as minhas obras."

No início dos anos 80, Samba começa a assinar os quadros como “Chéri Samba: Artiste Populaire.” De facto, a popularidade do seu trabalho rapidamente ultrapassou as fronteiras de Kinshasa; em meados dos anos 80 o seu trabalho atraía já uma audiência internacional.

A pintura de Chéri Samba deste período revela a sua percepção das realidades sociais, políticas, económicas e culturais do então Zaïre. As suas telas comentam frequentemente a sexualidade, SIDA ou outras,doenças, as desigualdades sociais ou a corrupção. Samba explica, “A minha pintura reflecte a vida das pessoas, não me interessam a mitologia ou as crenças tradicionais. Eu pretendo mudar a mentalidade que nos tem mantido isolados do resto do mundo, apelar às consciências. Os artistas devem fazer pensar.”

A partir da década de 80, Samba torna-se ele próprio o objecto da sua obra. Para ele isto não é um acto de narcisismo. A sua presença, à semelhança de um pivot de televisão, pretende contar como é ser um pintor africano de sucesso no palco internacional.

extraído de: CAACART

 

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