african contemporary > galeria de arte africana  contemporânea  
 
 
______________________________________________________________________________________________________________________
artistas_representados >spacerbio | exposições | obras disponíveis

Damian B K Msagula photo Damian Boniface K. MSAGULA, 1939 - 2005

Nascido na aldeia de Ndanda, Distrito de Masai, de pais Yao, Damian Msagula iníciou a escola primária em Lindi.

O seu pai teve seis filhos e, um dia disse a Msagula que por ser difícil sustentar toda a família, ele teria que partir e procurar sustento.

"Ele não me disse isto por não gostar de mim. Disse-mo porque me achava uma criança obediente e disciplinada e que estas qualidades iriam fazer-me sobreviver no mundo lá fora. Tinha razão.”

Damian Msagula passou algum tempo como músico, organizando uma série de bandas, a Uhuru Jazz Band, a Black Hammer Boxing Band, e os Skylarks. “

"Foi-me oferecido um prémio pelo bispo, e as nossas bandas eram muito famosas em Mtwara e Lindi. Tinha na altura apenas 15 anos."

Damian Msagula teve uma vida muito variada. Muito poucos tanzanianos poderão gabar-se de ter fundado duas aldeias, Msagula fê-lo: Kwaa Msisi em Korogwe em meados dos anos 60 e Kwa Raza, perto de Mlandizi. Como viria a acontecer inúmeras vezes na sua vida, envolveu-se em discussões com a administração local, e por ser averso a conflitos, partiu. Ambas as aldeias ainda existem hoje.

Damian B K MsagulaEm 1972 Msagula vendia fruta e vegetais da região de Tanga nas Morogoro Stores e conheceu os artistas Tingatinga. No ano seguinte, Damian Msagula juntou-se-lhes e começou a pintar. Uns anos mais tarde deixou o grupo para trablhar por sua conta. Em 1974 treinou PETER Martin que tinha trazido com ele de Tanga. Peter irá depois mudar-se para o Village Museum.

Msagula praticamente não tinha familiares próximos e pouco contacto com o resto da família. Nunca casou ou teve filhos.

Os problemas familiares começaram ainda antes de Independência. Damian tinha um tipo que era agente da polícia colonial. Quando o TANU (partido político pró-independência) começou a recrutar membros, Msagula filiou-se. O seu tio nunca lhe perdoou: “Se fôr vistp contigo, perderei seguramente o meu trabalho", disse.

Após a Indepêndencia, Msagula estava activo na política "Ujamaa" de retorno às aldeias, auto-confiança e solidariedade.

Damian Msagula teve a felicidade de fazer amizades duradoras com algumas pessoas envolvidas no mundo da arte em Dar es Salaam, especialmente Rifaat Pateev, o Director do Centro Cultural Russo. Rifaat foi atraído pela qualidade e originalidade do trabalho de Msagula. ”De entre todos os artistas tanzanianos cujo trabalho vi, Damian evidencia-se pela sua individualidade", disse. Rifaat assumiu a responsabilidade de cuidar de Damian após o seu enfarte em Novembro de 2003.

As cores na pintura de Damian Msagula estão sempre em harmonia. Isto era de tal forma importante para si, que houve uma altura em que produzia as suas próprias cores a partir de raizes e plantas.

Desde o início algo naive, Msagula desenvolveu um estilo único centrado na aldeia, a raiz de toda a cultura africana, e no respeiro pelos antepassados e os seus espíritos.

Hoje em dia Damian Msagula é uma figura central da arte na Tanzânia.

 

extraído de: "Tinga Tinga, the popular paintings fom Tanzania", Y. Goscinny, "Art in Tanzania 2000", Y. Goscinny and "Damian Struck Down", Christopher Elkington in The Mirror

[obras disponíveis de Damian Msagula]

 

contacte_nos
info[a]africancontemporary.com

sobre nós | áfrica hoje | artistas | contactos | pintura | escultura

african contemporary - galeria de arte africana contemporânea (c) 2008 > Todos os direitos reservados