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George Lilanga di Nyama photo Esther MAHLANGU, 1935

Esther Mahlangu pertence à comunidade Ndebele de Gauteng, a norte de Pretoria. Os Ndebele, ao contrário de muitas outras tribos da África do Sul, conseguiram preservar as suas tradições ancestrais ao longo dos séculos.

Apesar de ser uma sociedade patriarcal, a herança artística é passada de mães para filhas; ao chegar à puberdade, as jovens raparigas são retiradas da sociedade masculina durante três meses e são-lhes transmitidos os padrões tradicionais dos Ndebele — no século XIX esta tradição alargou-se dos texteis às pinturas murais decorativas que são também executadas apenas pelas mulheres Ndebele.

Esther Mahlangu é hoje uma figura central nesta tradição. Desenha de mão-livre, sem medições ou esboços utilizando tintas brilhantes que conferem aos seus trabalhos um vigor e colorido extraordinário. À primeira vista puramente abstractas, as composições são construídas com base num complexo sistema de sinais e símbolos.

Mahlangu foi a primeira artista Ndebele a transpôr os murais para telas e levar as convenções do seu trabalho a um público mais vasto. Em 1989 Esther Mahlangu viajou até Paris para criar os murais da exposição "Magiciens de la Terre", e recebeu encomendas de trabalhos para museus e outros edifícios públicos como o Civic Theater de Johannesburgo, para a BMW, etc.

Mahlangu levou a arte Ndebele a todo o mundo e afirma hoje:“A minha mãe e a minha avó ensinaram-me a pintar quando tinha apenas dez anos. A partir daí nunca mais parei. Sinto-me feliz quando pinto.”

extraído de: CAACart.com

 

[obras disponíveis de Esther Mahlangu]

 

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