Francina
NDIMANDE, 1940
Hoje
em dia os padrões coloridos das mulheres Ndebele são
internacionalmente famosos. Esther
Mahlangu, a mais conhecida foi a primeira a transpôr
estes padrões tradicionais para telas. Desde essa altura
Esther Mahlangu e Francina Ndimande participaram em inúmeras
exposições em museus e galerias um pouco por todo
o mundo.
Embora
Esther e Francina vivam e trabalhem muito próximo uma
da outra, o seu trabalho é bastante diferente. Os padrões
de Francina são mais estilizados e o uso da cor por vezes
mais arrojado.
Os
padrões intrincados da obra de Francina Ndimande surgem
expontâneamente, sem recurso a qualquer esboço
prévio, e são constantemente corrigidos durante
o processo de pintura.
No
ínicio, as mulheres Ndebele costumavam utilizar bosta
de vaca na pintura das suas casas. Mais tarde esse pigmento
natural foi sendo progressivamente substituído por argilas
multicolores e tintas comerciais que aplicavam sobre as superficies
previamente preparadas com lama. Hoje em dia, tanto Francina
com Esther trabalham sobretudo com tintas acrílicas sobre
tela ou papel decorando também vários objectos
por encomenda dos seus clientes.
Todas a mães Ndebele têm um enorme orgulho em que
as filhas se iniciem nas tradições e costumes
da tribo. Por essa razão Francina e Esther dedicam parte
do seu tempo ao ensino das jovens raparigas da aldeia.
extraído de: Andre
Magnin & Jaques Soulillou, "Contemporary Art of Africa",
Thames and Hudson, 1996
" AmaNdebele, signals of colour from South
Africa", Ed. Ernst Wasmuth Verlag, Tubingen, Germany, 1991
foto: (c) Lauren Barkume
[obras
disponíveis de Francina Ndimande]